É claro que a
comida, a alimentação, sempre foi e é de grande importância para a subsistência
da humanidade, e de todas as criaturas vivas. A nutrição é uma das três
necessidades básicas do ser. Todos, começando do homem, passando pelas plantas,
animais, organismos, micro organismos e macro organismos, alimentam-se de alguma
maneira.
Quando
examinamos a questão alimentícia na Bíblia, percebemos também aí a sua
importância. Em alguns casos, essa questão decidiu sobre a vida e a morte do
homem. Não podemos nos esquecer que o pecado e a morte entraram no mundo
através de Adão. E justamente a comida foi um dos
instrumentos utilizados por satanás para fazer com que o primeiro homem
desobedecesse a Deus.
Vejamos o
caso de Abraão. A primeira vez que desceu ao Egito foi por haver fome na terra.
Ninguém quer ficar com fome. Para ter o que comer, somos capazes de muitas
coisas. Abrão se dispôs a mentir a faraó para não padecer necessidade. E esse é
um dos problemas de se pensar com o estômago: nunca consideramos os outros. Mas
a mentira foi descoberta, pois nada escapa ao olhar do SENHOR, nosso Deus.
Abrão, depois de ser duramente censurado por faraó, foi convidado pelo mesmo a
se retirar do Egito.
Outro fato
notório nas Escrituras, tendo como principal enfoque a questão alimentícia, foi
a peregrinação do povo de Deus no deserto. Asafe descreve de maneira clara como
o apetite desordenado do povo o fez pecar diante do SENHOR e despertou sua ira
(Salmos 78: 18 a 22 e 29 a 31).
E poderíamos
discorrer durante horas sobre essa questão. Em como tal dádiva de Deus pode ser
usada para o mal (naqueles que realizam os desejos de sua própria carne) e para
o bem (quando feita de acordo com a vontade do SENHOR e para a Sua glória).
Temos aprendido com o mundo que as coisas que realmente tem algum valor são
conseguidas à custa do nosso esforço, suor e trabalho. Tal conceito não tem
valor no Reino de nosso Pai. O SENHOR nos conclama a trabalhar pela comida que
subsiste para a vida eterna e que nos é dada absolutamente de graça.
O SENHOR
disse em João 6: 59 que a sua carne é verdadeira comida e o seu sangue
verdadeira bebida. E as pessoas que o ouviram ficaram escandalizadas.
Inclusive, muitos dos seus discípulos (João 6: 60). Talvez estivessem pensando
que espécie de devoção era aquela, um tipo de “corrente canibalista”. Outros
cogitaram da loucura contida naquelas palavras (João 6: 42). Mas o SENHOR tinha
outras coisas em mente. Ele explicara aos seus discípulos que “o
espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos
tenho dito são espírito e vida” (João 6: 63). Ou seja, o pão do mundo é um pão
natural e o pão do céu é pão espiritual.
A comida
natural fortalece o corpo do homem. Depois que cumpre sua finalidade, o
alimento morre, seguindo para lugar escuso (Mateus 15: 17). Mas a comida
espiritual fortalece o espírito do homem e lhe dá vida. A comida do SENHOR
JESUS era fazer a vontade do Pai e realizar a obra que Ele lhe designara a
fazer. Por conseguinte, a comida do cristão, nas palavras do próprio JESUS, é a
carne e o sangue do Cordeiro. É receber o Seu sacrifício, receber a cruz como
sua, embora Ele a tenha feito dEle. É carrega-la, uma vez que Ele já morreu no
nosso lugar. Carrega-la negando a si mesmo, renunciando a tudo o que tem e é (seja bom ou ruim),
exatamente como JESUS, procurando em tudo fazer a vontade do Pai e realizar a
obra que Ele nos confiou.
Os mesmos que
se alimentaram dos pães e peixes multiplicados pelo Mestre, lhe perguntaram:
Que faremos para realizar as obras de Deus? (João 6: 28). O SENHOR lhes
respondeu o que era a obra de Deus. E que, para realiza-la deveriam apenas crer
naquele que por Ele fora enviado (João 6: 29). Uma coisa está muito clara na
resposta do SENHOR: não há absolutamente nada que possamos fazer, em termos de
ações, atos e realizações. A obra de todo cristão é se alimentar do Cordeiro, é
crer no enviado do Pai. Os seguidores do SENHOR devem ter se decepcionado com
aquela resposta. Afinal, onde é que ficava a sua efetiva participação, sua
inestimável colaboração para que as coisas acontecessem? Para crer, ninguém
precisa mover sequer um músculo. Realmente, é muito difícil levar tais
palavras a sério. “Será possível que Ele quer que acreditemos que apenas crendo
conseguiu arrumar comida para toda aquela gente?!” A incredulidade condenou
muitas pessoas daquela época e, creio eu, em número ainda maior o tem feito nos
nossos tempos.
Portanto,
precisamos ter cuidado. Os dias são maus. Que nos lembremos sempre de vigiar,
orar e seguir após o SENHOR JESUS. Que Deus nos abençoe e nos dê, a cada dia,
do Seu próprio alimento.

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