(continuação do artigo anterior...)
7) Impaciência - Consideramos que nosso método é melhor e nos recusamos a esperar por outras pessoas que discordam de nós ou não nos entendem.
8) Desconfiança - A síndrome de Saul resulta em desconfiança. Acusamos os outros de não confiarem em nós, mas muitas vezes se trata de projeção de nossa própria desconfiança. Reflete nossa independência e se relaciona muito mais com nossa necessidade do que com a do próximo.
9) Deslealdade - Essa característica manipula dúvidas, feridas ou necessidades do próximo para recrutá-lo para nosso grupo, ganhando-o para nosso próprio ponto de vista, em vez de procurar edificar unidade, amor, perdão e reconciliação.
10) Ingratidão - Focalizamos a atenção naquilo que imaginamos que deveria ser feito por nós, em lugar de enfatizar tudo o que já foi feito por nós.
11) Idealismo doentio - Idolatramos um método, padrão ou programa e, então, o colocamos acima das pessoas, principalmente aquelas de quem discordamos. Os ideais se tornam mais importantes do que a unidade ou as atitudes corretas.
Embora a síndrome de Saul seja, com frequencia, um sintoma de sentimentos feridos ou não resolvidos de rejeição, ainda é egoísta e errada. Assim, precisa ser extirpada impiedosamente. Não existe problema de independência e inferioridade que não possa ser resolvido mediante uma humildade maior e maior quebrantamento de nossa vida.
A Bíblia promete que, quando nos humilharmos, Deus nos concederá graça (Tiago 4.6 e 7). Temos medo de "humilhação", contudo não é isso o que as Escrituras querem dizer quando falam da necessidade de nos humilharmos. A verdadeira humildade está ligada à prontidão de sermos conhecidos pelo que somos realmente e de ficarmos ao lado de Deus na luta contra nosso próprio pecado. A maioria das pessoas nos respeita mais, não menos, quando nos humilhamos e confessamos nossos pecados e necessidades. Acredito que Deus sempre o faz.
Se você foi apanhado pela síndrome de Saul, permita-me dizer que jamais se livrará desse mal enquanto não aceitar a responsabilidade de arrepender-se de atitudes erradas. De nada adiantará lançar a culpa dos próprios problemas sobre terceiros, tampouco apresentar desculpas para seus pecados. Humilhe-se diante de Deus e dos outros. Clame ao Pai em oração fervorosa.
(Extraído do livro de Floyd McClung Jr. "O imensurável amor de Deus" - Editora Vida)

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Betim / Minas Gerais